sexta-feira, 15 de abril de 2011

Lancei o Primeiro Olhar

Foi assim, quando no dia 9 de abril resolvi pegar a então ''semi-profissional'' Canon Powershot S5 is. Nada contra essa câmera, aliás é de longe melhor que muita camerasinha profissional, que leva um nome forte como alfa! porém, em situações noturnas, de pouca luz, em que o utilizador do equipamento queira fazer diferente e não usar o famigerado flash, ela pena. Por tanto acalme-se, relaxe sr. utilizador, pq sua velocidade vai lá pra baixo, seu iso vai lá pra cima e junto com ele sobem os grãos, ruídos, pixelação, ou chamem como quiserem. E uma vez que você tem em mãos um equipamento em circunstâncias como essas, é melhor você se acalmar, pq velocidade baixa, iso alto, no escuro e sem flash é = a foto tremida e ruidosa. Mas não srs. não foi bem isso que aconteceu, não pelos ruídos que vieram, mas o foco foi em cima, um 2.7 brilhante e nem uma tremidinha. Um resultado que me pôs de cabelo em pé com a potência dessa camerasinha, provando a não excensialidade do tal tiro luminoso chamado flash... no mais, foi apenas o meu olhar singular saltando sobre aquelas imagens que pude fazer graças a autorização do meu amigo irmão, noivo nesse casório, João Henrique.
Agradecimentos sinceros ao primeiro casamento que fotografei, e aguardo ansioso pelo próximo resultado, porém com uma 60D e lentes f 1.8...




Até lá!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Correio Muriaeense

Em alto contraste de preto e branco, começo discorrendo sobre a ambiguidade dessa mesma frase. Os altos contrastes sobre negros e brancos que se fazem presentes nessa imagem, nos remetem tanto ao lado fotográfico, quanto ao lado discriminativo, por assim dizendo. Milhões como esse habitam nosso país, talvez hajam bilhões pelo mundo, por tanto, é um número bem expressivo de pessoas que sofrem para serem ignoradas... Elas não são invisíveis, embora para outros milhões e Bilhões elas sejam... Eu não sou invisível, mas estou me esforçando para ser, é a dualidade de quem tem brigando com o lado que não quer mais ter. Essa fotografia eh uma da série invisível, feita com meus olhos na cena, e com a câmera sendo coordenada somente pelas mãos. Pensemos um pouco em olhar para os lados, como atravessamos a rua, mesmo se ela for contra mão, nós sempre olhamos para os dois sentidos.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

E que Continuem as Velhas Prosas

Da janela do "paradeiro", que se refere tanto aos lugares que teem sido meus paradeiros, quanto pura e simplesmente ao bom e velho paradeiro, aquele ônibus que para (breca) até mesmo para um porquinho do rabinho de rosca, se este sinaliza às margens da estrada.


Desta janela ha alguns dias atrás, pude ver mais uma vez cenas como estas, comuns no dia a dia dessas pessoas, homens conversando, pessoas indo e vindo, ou simplesmente as que se assentam para "ver o trem passar". Minhas mãos conversam comigo quando meus olhos focam algo assim, então pego a câmera, e Da Janela do Paradeiro para o meu Blog! Quisá... to world

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Um Novo Lugar

É aqui, em meio as Gerais que hoje aposto minhas fichas. Um bom lugar, e diga-se de passagem, bonito também. Nessa região pretendo registrar animais silvestres que resistem em meio ao restolho das matas ciliares. Claro que estarei fazendo o registro da espontâneidade alheia, tema para minha próxima postagem. Por enquanto, descrevo um pouco do prazer de um riacho limpo, cercado de mata virgem e espécies de macacos e saguis, o que deu o nome ao lugar, Cachoeira dos Macacos. Essa é uma das diversas postagens que farei sobre o tema ao longo desse blog, exibindo as paisagens naturais do entorno e da própria cachoeira. Logo virão mais para completar a sequência, é somente uma questão de tempo e sorte para ver os Macaquitos!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Um bom Começo

Passei três anos de minha vida em um lugar complexo. Seus densos montes são presentes dentro e fora da cidade. Para onde quer que seu dedo aponte la está um morro e no morro quase sempre tem igreja. São trezentos pesarosos e acorrentados anos contados à essa cidade, rica, riquíssima, tão poderosa que exprimiu riqueza até em seu nome, Vila Rica. Porém trezentos anos de história regida a sangue negro, grilhões e até mesmo míticos heróis, são de uma força, um vigor, um fluxo capaz de alternar seus pensamentos e transferir parte de toda trajetória de ferro e ouro para sua cabeça e seu espírito. Alguns acreditam que esse lugar guarda encantos do Candomblé e de outras crenças afro-decendentes, que em muitas paredes há ouro escondido e se você tiver a sorte de encontrá-lo, o quinto, ou seja, a quinta parte, deve ser revertida aos escravos, assim como a coroa taxava a quem o extraísse usando aquela mão de obra tão sofrida. Mas essa questão de repassar a eles não sei como funciona, pois não fui agraciado com uma parede cheia de barras de ouro, e para mim em que houve um tempo em que se quer paredes tinha meu quarto, sonhar com uma cheia de ouro era um ponto inatingível.
Verdade seja dita, Ouro Preto é um lugar onde as coisas acontecem em outro plano, essas coisas que eu contei, não são a mera asa do mosquito comparado ao tamanho do mundo em termos de estórias e vivencias em OP. Por quantas vezes peguei um ônibus nos arredores da cidade com céu azul, limpo, e passando por qualquer placa ou marca indicativa de Ouro Preto, começava uma nuvenzinha aqui, outra acolá, e quando se via era um mar negro sobre a cidade, fechando o céu azul em tons cinza monocromáticos, ou então as estórias misteriosas que se ouvia e via jurarem a sua veracidade; Nessa cidade até mesmo vi e fui amigo por anos de um homem que andava pela rua maltrapilho e atendia pelo nome de Charles, que contava emocionado suas andanças pelo mundo, seu famoso show do Led Zeppelin em londres, mas essa eh uma outra estória para outra postagem em outro Blog. 
O mais engraçado para agora, é por que falar do passado em um blog diário, e um falar tão breve de três anos... Bem eu disse que o lugar era complexo, na décima palavra desse mesmo post, mas não é esse o caso. O caso é que essa primeira postagem é o ecótone para a minha nova vida. Ouro Preto passou com diversas vivências e experiências, aprendi o meu ser verdadeiramente fotográfico lá, com bons professores e um ótimo mestre. Mas é uma cidade tão pesada que parece que o frio das costas ainda não saiu, que o acordar de manhã será pelas batidas do sino, ou pela buzina do trem... Eu não sei o que é Ouro Preto, talvez seja Neverland, ou talvez seja um ponto no google maps próximo a BH. Eu sei o que Ouro Preto fez a mim, a isso eu sei bem, foi a melhor cidade até mesmo no que foi ruim, por tanto, eu posso começar um diário sem falar do dia em que nasci, mas não posso começar sem falar do dia em que acordei. Matheus Arêdes de Muriaé a Ouro Preto de Ouro Preto para...